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terça-feira, 28 de maio de 2013

Veto chinês a variedades de soja brasileira preocupa mercado




Uma insurgência chinesa à soja transgênica causa temor entre os produtores. Recentemente, a China bloqueou a importação de algumas variedades transgênicas do grão brasileiro. A demora na aprovação chinesa de novas sementes modificadas geneticamente levou uma comitiva do Ministério da Agricultura a Pequim, para reunião no dia 14 de maio. Até agora, no entanto, o gigante asiático, maior comprador de soja do Brasil, ainda não liberou a entrada das novas variedades.
Entre as variedades à espera de aprovação, encontram-se a Cultivance, fruto da parceria entre Embrapa e Basf, e a Intacta RR2, da Monsanto. Enquanto a barreira chinesa não é transposta, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja recomenda que não sejam cultivadas as sementes Intacta RR2. O uso comercial da variedade já foi permitido no Brasil, na Argentina, no Japão e na União Europeia.

“Artimanhas”

O processo de liberação de sementes geneticamente modificadas tende a levar mais tempo na China. Para piorar, o país não costuma dar muitas explicações. Mas não é só isso: as declarações de líderes e autoridades chinesas também são vistas com muita desconfiança pelo mercado, especialmente nos Estados Unidos. É praticamente unânime entre consultores que a China, com uma demanda cada vez maior, utiliza estratégias para “jogar” com o mercado.
O investimento em soja transgênica se dá exatamente por conta da necessidade crescente de consumo do país asiático. Com a cultivar Intacta RR2, da Monsanto, por exemplo, a produtividade brasileira poderia subir a 60 sacas por hectare, conforme estimativa. A média atual é de 49,2 sacas por hectare.
“A China tem consciência de que cada movimento dela causa transtorno no mundo. Eles utilizam artimanhas nas negociações cujos objetivos nem sempre se podem compreender. Causou um enorme impacto a proibição de algumas cargas do Brasil e da Argentina, mas a verdade é que eles não têm como deixar de comprar soja da América do Sul e dos EUA”, avalia França Junior, analista de mercado de soja da consultoria Safras & Mercado.

Principal mercado

Uma das principais autoridades da China no setor não deixa dúvidas de que, por muito tempo, o país ainda dependerá dos transgênicos. “É inevitável à China importar alimentos geneticamente modificado por um longo período de tempo”, disse Chen Xiwen, líder do Grupo de Trabalho Rural do Comitê Central do Partido Comunista, em março deste ano, em entrevista ao jornal China Daily.
A China compra aproximadamente 70% da soja em grão exportada pelo Brasil. De acordo com a consultoria Céleres, cerca de 75% da área semeada de soja em solo brasileiro é transgênica. No Rio Grande do Sul, a parcela da área transgênica chega a 98%. A regulamentação sobre alimentos geneticamente modificados foi implementada na safra 2003/2004 no Brasil.

Produtividade

As sementes transgênicas aumentam a resistência às pragas e elevam a produtividade nas lavouras. Segundo consultores, o Brasil não seria capaz de competir com outros grandes produtores de alimentos sem os transgênicos, por conta da infraestrutura precária. Organizações como o Greenpeace, no entanto, se opõem ao consumo e à comercialização de alimentos geneticamente modificados. Entre os países que mais utilizam sementes transgênicas, estão Estados Unidos, Brasil, Argentina, Canadá, Índia e a própria China.

Fonte: Terra.com

Produção nacional de grãos alimenta três “Brasis”


Em 1975, a produção brasileira de grãos alimentava 1,35 vezes a população do País. Este indicador saltou para 3,11 vezes neste ano, registrando um incremento de 230%, conforme afirmam os pesquisadores Décio Luiz Gazzoni, e José Otávio Menten, ambos do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), no artigo “A capacidade do agro brasileiro de produzir de forma sustentável”.



Para fundamentar o cálculo, os pesquisadores usaram como indicador, o índice de área, que mede quantos hectares devem ser cultivados para fornecer a quantidade de grãos necessária para alimentar uma pessoa, em um ano.



Desta forma, nos últimos 38 anos, o agro brasileiro atingiu a capacidade de alimentar, com folga, três “Brasis”, produzindo mais, em menos área, ou seja, auferindo ganhos de produtividade.De acordo com números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos evoluiu de 46,9 milhões de toneladas de grãos na temporada 1976/77 para 184 milhões no ciclo atual (2012/13). No mesmo período, a produtividade aumentou de 1,2 quilos por hectare para 3,4.



O desenvolvimento do agro brasileiro, apontam os pesquisadores, se refletiu no aumento do poder aquisitivo da população para compra de alimentos. Indicador calculado pelo DIEESE revela que caiu o número de horas que um cidadão – que recebe salário mínimo – precisa trabalhar para adquirir a cesta básica definida em lei.


Segundo os pesquisadores, com base no indicador do DIEESE, este cidadão compra sete vezes mais alimentos hoje do que em 1974.

Fonte: Agro Sou

Anomalia na soja preocupa produtores

 
Quando olhava a propriedade de 1,8 mil hectares de soja antes da colheita, Lauro Springer, 50 anos, enxergava uma mancha em um quinto da lavoura cultivada em Pantano Grande. Eram plantas verdes, maiores que as comuns e com vagens frágeis.

 Nos últimos dias, em vez de retirar os grãos, apenas passou o trator para destruí-las.

— Meu pai já era produtor e eu cresci nesse meio, mas nunca vi nada igual ou parecido

— relata Springer, que colheu "o que deu" na lavoura atingida.
O prejuízo estimado passa de R$ 1 milhão. No entanto, o que mais preocupa o produtor é não saber o que causou o abortamento das flores, impedindo a formação de vagens e grãos. Por causa disso, ocorre redução da produtividade e da qualidade da soja produzida em suas terras.

 A resposta à dúvida de Springer vem sendo perseguida por universidades, órgãos públicos e agrônomos de instituições privadas. Especialistas já estiveram na propriedade do Vale do Rio Pardo e ninguém soube dar o diagnóstico. Um fitopatologista da Secretaria da Agricultura foi até a lavoura do produtor e coletou as plantas, enviadas para análise em laboratório da Embrapa em São Paulo. Casos parecidos ocorreram em Mato Grosso, Maranhão e Pará. O material também foi para a Embrapa.

 De acordo com a Emater, há informações de que mais lavouras gaúchas apresentaram os mesmos sintomas. Mas houve confirmação apenas em duas localizadas em Pantano Grande e uma em Ibirubá.

— Estão chamando de soja louca 2, mas ainda não sabemos se é a mesma coisa ou qual o agente causador — diz o chefe da divisão de produção vegetal da Secretaria da Agricultura, José Candido Motta, referindo-se a um problema anterior semelhante.

 Diagnóstico ainda sem data marcada

 A mais de 250 quilômetros de Pantano Grande, em Ibirubá, o agricultor Adilson Dalmolin lamenta a perda de 40 hectares da sua plantação. O prejuízo é estimado em R$ 120 mil.

— Fiz tudo certinho, como recomendado, em toda a minha propriedade, que tem 430 hectares. Não entendo porque só uma parte deu problema — questiona Dalmolin.

 Não há previsão sobre quando o material coletado terá diagnóstico. Os pesquisadores querem cruzar informações com outros Estados. A recomendação é de que os produtores fiquem atentos aos sintomas.

— Estamos fazendo o possível para descobrir do que se trata. Mas é difícil, pois não sabemos se o problema está na semente, no solo ou em algum produto aplicado — afirma José Candido Motta, da Secretaria da Agricultura.

  Soja Louca

Problema provoca prejuízos em vários Estados

— No passado, o termo soja louca foi usado para o distúrbio fisiológico em que as plantas de soja permaneciam verdes e apresentavam poucos grãos ou vagens. A principal causa de tal efeito era ataque severo de percevejos sugadores ou desbalanço nutricional.

— A chamada soja louca 2 é uma anomalia de causas ainda desconhecidas, que desencadeia uma série de distúrbios fisiológicos na planta. A principal consequência é o abortamento das flores. As vagens e os grãos não se formam, levando a planta a vegetar por mais tempo, mantendo as hastes verdes e com retenção foliar. Por causa disso, ocorre redução da produtividade e da qualidade da soja.

— As plantas que apresentarem sintomas da soja louca 2 podem favorecer o desenvolvimento da ferrugem-asiática, pois permanecem no campo se não forem destruídas após a colheita.

— Tais sintomas são parecidos com os apresentados nas lavouras gaúchas. No entanto, ainda não foi confirmado que se trata do mesmo problema.

— A Embrapa Soja investiga hipóteses sobre a possível causa do problema, todas ainda sem resultado conclusivo.

— O problema ocorre principalmente em regiões do centro norte do país, sendo mais severo no norte de Mato Grosso, Maranhão, Tocantins e Pará.

Fonte:  Zero Hora



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Canola ADVANTA 571 CL.



fotos: Arlei V. Katzer
 Em visita feita na ultima quarta-feira (22/05/2013), na propriedade do Senhor Alceu Bedin, podemos perceber que a canola advanta 571 CL, plantada dia 26/03/2013,com espaçamento de 34 cm entre linhas, e uma adubação de 250 kg/há de 08.10.20, e 50 Kg/há de enxofre, sendo complementado com 150 Kg/há de nitrogênio no estagio de quatro folhas iniciou o ciclo de floração.
 O produtor vem plantando-a há vários anos, pois, alem da lucratividade aposta na rotação de culturas.
 Este ano plantou 60 há, ele espera obter a produtividade de 2100 Kg/há, superando assim a media anterior que foi de 1800 Kg/ha.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Código Florestal não afetará agricultura


Um ano após entrar em vigor, o Código Florestal ainda não provocou alterações no uso do solo brasileiro.




Além dos questionamentos judiciais que perduram, está atrasada a implantação das ferramentas que vão determinar as áreas a serem preservadas e recuperadas em cada estado e bioma. Por outro lado, já é possível estimar quais serão os impactos da lei. Um estudo desenvolvido com o apoio da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República indica que a interferência do reflorestamento sobre a produção de alimentos será mínima: dos 21 milhões de hectares (Mha) que precisam ser recuperados, 99% podem ser negociados por meio de títulos ou ocupar áreas inaptas para a agricultura. Apenas 1% (250 mil hectares) ocupariam terrenos agriculturáveis.

Expansão da fronteira agrícola - O autor do estudo, o pesquisador Britaldo Silveira Soares-Filho, do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sustenta que a fronteira agrícola brasileira pode se expandir nas áreas de pastagens, atividade hoje feita em uma vasta extensão territorial e com baixa produtividade. Atualmente, a pecuária ocupa aproximadamente 23% do território brasileiro e a agricultura, apenas 7%.

Vegetação nativa
 - A vegetação nativa se estende por uma área muito maior, mas Britaldo-Soares ressalta que a maior parte dela está em áreas privadas e não é protegida, além de estar concentrada na Amazônia. A Mata Atlântica, bioma reduzido a apenas 3% de sua área original, precisa ser recomposta em 6 milhões de hectares, dos quais aproximadamente 1,5 Mha são no Paraná.

Recomposição - Segundo Soares-Filho, se por um lado as mudanças no Código Florestal feitas no Congresso Nacional reduziram em 60% a área a ser reflorestada, por outro lado foram aprimorados os mecanismos que permitirão essa recomposição. O principal é a Cota de Reserva Ambiental (CRA), um título que indica o excedente de área de vegetação nativa e que pode ser negociado com outra propriedade no mesmo bioma que está com déficit de vegetação.

Negociação - Considerando as possibilidades de negociação via CRA apenas 250 mil hectares de áreas aptas à agricultura seriam usados para recomposição florestal. Segundo o pesquisador, essa “invasão” ocorreria quase que exclusivamente no bioma amazônico, no estado do Mato Grosso. No Paraná, o estudo indica que 400 mil hectares poderiam ser negociados via CRA, e o restante da recomposição poderia ocupar as áreas de pasto, sem necessidade de usar terrenos agriculturáveis.

Panorama completo virá após cadastro - Independentemente das estimativas que começam a surgir sobre os impactos do Código Florestal, especialistas dizem que é crucial a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em evento na Assembleia Legislativa na semana passada, diferentes entidades indicaram que o cadastramento, que ainda nem começou, levará mais de um ano para ser feito – considerando uma força de trabalho de 1,5 mil pessoas, o que ainda não existe.

PRA - Depois de feito o CAR, as propriedades poderão negociar a Cota de Reserva Ambiental (CRA), respeitando o Plano de Recuperação Ambiental (PRA), de responsabilidade de cada estado. Nesse ponto haverá necessidade de mais mão de obra, aponta Mário Mantovani, diretor de políticas públicas da organização S.O.S Mata Atlântica. “Para fazer o PRA, será preciso assistência técnica. Esse será um grande gargalo.”

Pastagem - Apesar do consenso em torno da redução das áreas de pastagens no Brasil, ainda há muitos desafios a serem vencidos para que isso se torne realidade. “Atualmente temos aproximadamente 200 milhões de cabeças de boi em 200 milhões de hectares. Essa é uma média insana sob qualquer ponto de vista, especialmente econômico. Mundialmente, a média de ocupação é de três, às vezes até quatro cabeças por hectare”, diz Mário Mantovani, da S.O.S Mata Atlântica. Laura Barcellos Antoniazzi, do Ícone, concorda com a redução de área de pastagem. “Mas isso será um trabalho extremamente difícil, pela baixa capacidade de financiamento dos pecuaristas, entre vários outros problemas”, diz.

Metas - O setor produtivo trabalha com perdas de áreas em um futuro próximo, mas com metas pouco ambiciosas. No estudo Outlook Brasil 2022 – Projeções para o Agronegócio, a previsão é de redução de apenas 3% na área de pastagens, com produtividade de 1,28 boi por hectare.

Observatório – Nesta terça (21/05), organizações socioambientais lançam o Observatório do Código Florestal, que tem o objetivo de monitorar a regulamentação e a implementação do Código Florestal. O evento ocorre às 14 horas na Câmara dos Deputados, com o apoio da Comissão Mista de Mudanças Climáticas e da Frente Parlamentar Ambientalista.

fonte: GAZETA DO POVO

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Monsanto recorrerá de decisão do STJ sobre prazo de patente da soja RR1.



Na última quinta, dia 16, ministros do Tribunal referendaram o vencimento da patente, após vigência de 20 anos, registrada em 31 de agosto de 1990.

A Monsanto irá recorrer da decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a ampliação da vigência da patente da soja transgênica Roundup Ready (RR1). Na última quinta, dia 16, os quatro ministros da Terceira Turma referendaram a decisão inicial do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que reconheceu o vencimento da patente, após vigência de 20 anos, registrada em 31 de agosto de 1990.
Segundo nota divulgada pela Monsanto, um recurso será apresentado no próprio STJ.
“Após decisão final no STJ, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar o caso, uma vez que já há um recurso extraordinário da Monsanto admitido. Portanto, o julgamento desta quinta-feira não é a decisão final da Justiça sobre a matéria”, diz a nota.
Na nota, a Monsanto diz estar confiante na validade da patente da soja RR1 até 2014 e esclarece que mantém adiado o recolhimento da remuneração pelo uso da tecnologia, já que ainda não há uma decisão final da Justiça sobre o prazo de validade da patente da soja RR1 pela Justiça.
“A Monsanto continua confiante no seu direito e na validade da patente da soja RR1 até 2014, de acordo com a legislação brasileira. Em outros casos semelhantes, a Justiça brasileira já corrigiu os prazos de validade de outras patentes da soja RR1, em linha com o que prevê a Lei de Propriedade Industrial. A decisão de hoje do STJ não altera o status da soja RR1 no mercado. Uma vez que ainda não há uma decisão final da Justiça sobre o prazo de validade da patente da soja RR1 pela Justiça, a Monsanto mantém adiado o recolhimento da remuneração pelo uso da tecnologia. A companhia continua documentando e mantendo as informações comerciais relativas àqueles que usam a soja RR1 durante este período de adiamento da cobrança”.

Aplicação de nitrogênio na cultura da canola.

 Em visita realizada na propriedade da família Bedin na ultima sexta-feira (17/05/13), acompanhamos o inicio da aplicação de nitrogênio na cultura da canola, eles acreditam nela, por ser uma alternativa de inverno, que consiste em substituir a cultura do trigo apos dois anos consecutivos.
 Eles esperam obter uma produção de 1800 kg/há (30sc/há), além da rotação de culturas, a canola tem uma liquides imediata com valor baseado na soja.







                                                           fotos: Arlei V. Katzer

sábado, 18 de maio de 2013

Entenda o que prevê a MP dos Portos.


Desde que começou a tramitar no Congresso Nacional, a Medida Provisória 595/2012, chamada de "MP dos Portos", já sofreu mais de 150 modificações. A MP revoga as principais normas do setor, como a Lei dos Portos (Lei 8.630/1993) e o Programa Nacional de Dragagem Portuária e Hidroviária (Lei 11.610/2007). O objetivo declarado do governo é dar maior competitividade ao setor. A presidente Dilma Rousseff aposta na MP para destravar a logística do país.
 O novo marco regulatório impõe um modelo para ampliar a infraestrutura e modernizar a gestão dos portos, estimulando o investimento privado e o aumento da movimentação de cargas, com redução dos custos e eliminação de barreiras alfandegárias. A MP também abre caminho para mudanças de cerca de 50 terminais públicos cujos contratos de arrendamento com a iniciativa privada foram firmados antes de 1993. A MP estabelece que a exploração indireta de portos e instalações portuárias será mediante concessão para os portos organizados e, nos casos de instalações portuárias, por arrendamento de bem público.
 Durante a tramitação na Comissão Mista do Congresso Nacional, o relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), acatou sugestões apresentadas pelos parlamentares e, tendo elas por base, propôs alterações em relação ao texto original. Veja quais são as alterações:
 Reversão dos bens – Em relação aos terminais de Uso Privado (TUPs), foi suprimido o artigo que previa a reversão de bens à União, nos casos em que o autorizado viesse a cessar a exploração do terminal, o que na prática significava uma desapropriação sem indenização.
 Chamada pública – O novo texto detalhou o procedimento para a chamada pública de interessados na instalação e exploração de TUPs, com o propósito de conferir maior segurança jurídica e transparência ao processo.
 Terminal indústria – Foi criada a figura do terminal indústria, que movimenta apenas carga própria. Será dispensada a chamada pública e o processo seletivo, desde que isso não interfira indevidamente no funcionamento do porto organizado.
 Medidas para coibir concentração – Com o objetivo de prevenir a verticalização do setor logístico brasileiro e favorecer a livre concorrência, o novo texto inseriu dispositivos que vedam às empresas com mais de 5% de participação societária de empresas de navegação (armadores) a participar em licitação para arrendar ou a obter autorização para operar terminais de Uso Privado.          
Intervenção da Antaq – O novo texto apresenta modificações para a utilização do TUP por terceiros, com o propósito de tornar mais clara a possibilidade de a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) obrigar o arrendatário a movimentar cargas de terceiros em caráter excepcional.
 Equalização – Quanto aos portos organizados, a proposta acolheu diversas emendas que estimulavam mais competitividade e igualdade de condições entre os TUPs.
 Definição da poligonal – Foram fixados parâmetros para a definição da poligonal que delimita a área de porto organizado. Com o objetivo de aumentar a eficiência e estimular investimentos, foi aberta a possibilidade de autorizar o arrendatário a expandir a área do arrendamento, sempre que a medida for tecnicamente viável e trouxer, de forma comprovada, maior eficiência.
 Critérios de licitação – Os critérios de licitação foram reformulados, de forma a privilegiar a maior eficiência com a menor tarifa. Foi retirado do texto a menção de maior movimentação de cargas por se tratar de aspecto fora do domínio do arrendatário.
 Porto 24 horas – A fim de dar mais eficiência às operações portuárias, foi estabelecido turno de 24 horas para funcionamento dos portos, que só poderá ser reduzido por ato do Poder Executivo quando não houver prejuízo à segurança nacional e à operação portuária.
 Renovação dos contratos – Os contratos celebrados antes de 1993 poderão ser renovados pelo prazo de até cinco anos. Outros, em vigor, poderão ter sua prorrogação antecipada desde que o arrendatário assuma a obrigação de realizar investimentos.
 Descentralização – A MP centralizou a realização das licitações e a formulação de diretrizes para os portos na Antaq e na Secretaria Especial de Portos (SEP). Porém, a fim de evitar excessiva centralização administrativa, foi inserido um dispositivo prevendo que a União poderá delegar aos estados ou municípios a elaboração do edital e a realização de licitação para arrendamentos.
 Portuário avulso – A relatoria preservou a prioridade de trabalho conferida ao portuário avulso, com o objetivo de protegê-lo de eventuais efeitos negativos que possam surgir com a modernização dos portos.
 Regime de contratação – Foi mantida a opção de contratar trabalhadores por prazo indeterminado sem a intermediação do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), respeitado o disposto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
 Condições de trabalho – As modificações propostas visam, segundo a relatoria, a melhorar as condições do trabalho portuário e garantir os direitos previstos na Convenção nº 137 da OIT e nas conquistas reconhecidas aos trabalhadores portuários.
 Guarda Portuária – Caberá à administração dos portos organizar a Guarda Portuária.

Fonte: Canal Rural

Monsanto sofre nova derrota judicial em relação a patentes.


 Os ministros do STJ reafirmaram a decisão inicial, de fevereiro, de que o pedido de ampliação da patente da  soja RR da Monsanto é ilegal.

​O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu por encerrada, quinta-feira (16/05), a possibilidade, ilegal, pleiteada pela Monsanto de ampliar a vigência da patente da soja transgênica RR.  Por unanimidade, os quatro ministros da Terceira Turma referendaram a decisão inicial do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que reconheceu o vencimento da patente, após vigência de 20 anos, registrada em 31 de agosto de 1990.

O agravo regimental interposto pela Monsanto contra a decisão do ministro Cueva pretendia invalidar a legislação brasileira sobre patentes.

Para o presidente da Famato, Rui Prado, a decisão do STJ reforça o que o setor produtivo vem batalhando desde o ano passado para que a Justiça reconhecesse o vencimento da patente. “Esta decisão do STJ é um importante reconhecimento. Defendemos a cobrança justa e o que estiver amparado na legislação brasileira de patentes”, destacou Prado.

De acordo com o vice-presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk, os votos unânimes dos ministros do STJ põem um fim neste assunto. “O Superior Tribunal de Justiça colocou um ponto final na insistente decisão da Monsanto em descumprir a lei. O posicionamento firme do STJ prova que estamos no caminho certo e conquistando nossos direitos”, finalizou.

Entenda o caso – A Famato, em parceria com Sindicatos Rurais do Estado  e a Aprosoja, protocolou em setembro de 2012 uma Ação Coletiva na Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, solicitando a suspensão do pagamento de valores a título de royalties e de indenização pela utilização da tecnologia Roundup Ready (RR), bem como a devolução, em dobro, dos valores cobrados indevidamente.

O pleito foi baseado em estudo técnico e jurídico encomendado pela Famato e Aprosoja-MT que confirma que o direito de propriedade intelectual relativo à tecnologia RR, de titularidade da empresa Monsanto, venceu em 01 de setembro de 2010, tornando-a de domínio público. Desta forma, a cobrança de valores por parte da empresa pelo uso desta tecnologia tanto a título de royalties quanto a título de indenização é indevida.

Fonte: Ascom Aprosoja e Famato
17/05/2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Canola hyola 433.








Essa imagem é da variedade hyola 433, ela foi plantada no dia 26/03 com espaçamento entre linhas de 45 cm, com uma área total de 35 ha, na qual foi utilizada a adubação de 250 kg de adubo 08.10.20 e cobertura de 150 kg de ureia plus.
Essa está localizada na Linha Arsego - Ronda Alta, e pertence ao senhor Eloir Colussi.